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Indicado para o STF, Moraes passa por 'sabatina informal' em barco de senador


Acerca de duas semanas da data prevista para ser sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Alexandre de Moraes passou por uma "sabatina informal" em um jantar no barco do senador Wilder Morais (PP-GO), atracado no lago Paranoá, em Brasília.

Alexandre de Moraes deixou o Ministério da Justiça depois de ter sido indicado pelo presidente Michel Temer para ocupar a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) aberta após a morte de Teori Zavascki. A sabatina na CCJ antecede a votação no plenário do Senado, que decidirá se aprova ou não a indicação. Integram a CCJ 10 dos 13 senadores investigados na Lava Jato.

A "sabatina informal" ocorreu na noite da última terça-feira (7), um dia depois de Moraes ter sido indicado por Temer. Pelo menos oito senadores participaram do jantar.

Segundo o G1 apurou, no encontro Moraes respondeu aos questionamentos dos parlamentares sobre temas como a relação profissional, como advogado, com o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e com uma cooperativa de transportes supostamente ligada à organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

"Ele [Moraes] respondeu a todas as perguntas difíceis. Foi realmente uma sabatina, ele não esperava um jantar tão hostil", afirmou um dos senadores participantes do encontro.
Segundo esse senador, Moraes não quis se posicionar abertamente sobre legalização de drogas e prisão em segunda instância. Ele também teria se recusado a falar sobre a Operação Lava Jato porque, se aprovado pelo Senado, será o revisor da operação no Supremo – o revisor auxilia o relator, sugerindo medidas para corrigir algum problema do processo.

O senador Benedito de Lira (PP-AL) disse ao G1 que o jantar foi "um encontro informal para tratar de temas de interesse do país".

“Tratamos da crise dos presídios, do problema no Amazonas [crise nos presídios], da educação do país [...] Foi um jantar informal, descontraído, uma coisa quase familiar”, afirmou Lira, investigado em dois inquéritos e alvo de denúncia no STF no âmbito da Operação Lava Jato.


Visitas a gabinetes

Alexandre de Moraes tem cumprido um roteiro de visitas a gabinetes de senadores. As visitas começaram na última quarta-feira (8). O primeiro senador que Moraes encontrou foi o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB - CE). Na ocasião, afirmou que visitará todos os senadores.

O senador Edison Lobão (PMDB-MA), presidente da CCJ, foi um dos que recebeu o indicado para o Supremo. Para Lobão, Moraes é "um homem qualificado para a função". Disse que é "protocolar" que o indicado ao STF vá ao gabinete do presidente da CCJ para saber o rito da sabatina.
"Ele veio aqui não para pedir meu voto, mas para me ouvir a respeito da liturgia da comissão. De como se dava o encaminhamento da CCJ na sabatina dele. Isso é normal, todos fazem isso. Todos os indicados passam pelo gabinete do presidente da CCJ, que é quem vai coordenar os trabalhos.”, afirmou. Lobão disse esperar uma sabatina "longa e esclarecedora"

O líder do PSC, senador Pedro Chaves (MS), afirmou que Moraes foi ao gabinete dele e entregou um documento com 20 páginas com histórico profissional e aparentou estar tranquilo com a sabatina.

"Ele deixou um material de umas 20 páginas mostrando, primeiro, o currículo e o que ele pretende fazer, e eu acho que ele é uma indicação técnica. Foi um diálogo de uns 40 minutos, ele não teve pressa nenhuma, estava tranquilo [...] Disse que vai manter uma postura técnica, isso ele enfatizou em todo o discurso", declarou.


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