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→ Trump já está a mudar os EUA e os EUA saíram à rua contra ele │ ACONTECE HOJE

Manifestação em Washington, onde estiveram, pelo menos, meio milhão de pessoas | REUTERS


Milhões de americanos estiveram nas ruas das principais cidades do país em protesto contra Donald Trump. Movimento estendeu-se a outros pontos do globo.

"Terei respeito por esta presidência, mas não terei respeito por este presidente", declarou uma das organizadoras da Manifestação das Mulheres, Linda Sarsour, enquanto caminhava no meio da enorme multidão que encheu este sábado as ruas de Washington no quadro de uma campanha contra Donald Trump, o novo presidente dos Estados Unidos que tomou posse no dia anterior.

As palavras de Linda Sarsour refletiam o estado de espírito das centenas de milhares que preenchiam por completo seis quarteirões da Avenida da Independência, no centro de Washington, com uma estimativa conservadora da organização a referir a presença de, pelo menos, 300 mil pessoas. Ao final do dia, The Washington Post mencionava 500 mil só na capital dos EUA. Entre os inúmeros apoios recebidos esteve uma mensagem no Twitter de Hillary Clinton. A candidata democrata derrotada por Donald Trump nas eleições de novembro, que escreveu: "Obrigado por se erguerem, falarem e desfilarem em defesa dos nossos valores @womenmarch. Importante hoje como sempre".

Igualmente significativa foi a presença do ex-secretário de Estado John Kerry, que ostensivamente passeou com o seu cão entre os manifestantes. Muitas figuras do mundo da música e do cinema, como Madonna ou Ashley Judd, estiveram também presentes.

Muitas das mulheres que desfilavam usavam gorros de lã cor-de-rosa denominados "pussyhats" (chapéus vaginais, em tradução literal) numa referência às declarações de Trump em 2005, e reveladas durante a campanha, sobre como "apalpava mulheres".

O desfile em Washington foi apenas um dos que se realizaram nas principais cidades americanas, mobilizando milhões nas ruas, e também da Cidade do México a Tóquio e de Sidney a Paris e Lisboa. Aqui, cerca de uma centena de pessoas, mulheres na maioria, segundo a agência Lusa, concentrou-se diante da embaixada dos EUA na capital portuguesa, com cartazes onde se podia ler "Não sejas Trump", "Contra o ódio no poder" e "Operação machista não", entre outras. Na Europa, a maior concentração ocorreu em Londres, onde terão estado 80 mil a cem mil pessoas.

À mesma hora que as pessoas convergiam para o local da manifestação, Trump participava no tradicional serviço interreligioso que ocorre no primeiro dia em funções do novo presidente. O site da Casa Branca tinham sido, entretanto, eliminadas referências a diversas políticas prosseguidas pelo anterior presidente, Barack Obama, em especial iniciativas ambientais.

Ainda no primeiro dia em funções, Trump assinara uma proclamação a instituir o Dia Nacional do Patriotismo e um decreto a alterar as condições de acesso à habitação de pessoas de menos recursos.

O estilo de presidência de Trump é claro. Poucas horas após a tomada de posse, a publicação The Hill relevava estarem em preparação importantes reduções nos orçamentos das agências e departamentos do governo. Continuava ainda por definir a fórmula de trabalho com a comunicação social. Especulava-se ainda se esta manteria um espaço de trabalho na Casa Branca e no acesso, ou não, a fontes da presidência.

Um dos principais assessores do novo presidente, Steve Bannon, anunciava estarem em estudo mudanças nas conferências de imprensa diárias, que poderiam passar a videoconferências para "possibilitar as perguntas das rádios e jornais regionais" e passar a "aceitar-se perguntas de cidadãos comuns".

Mas o elemento mais significativo da nova presidência foi a assinatura do decreto que abre caminho à revogação do acesso generalizado à saúde instituído por Obama. Popularmente conhecido como Obamacare, programa que regula o acesso a seguros para pessoas com problemas de saúde, estimando-se que abranja 20 milhões de americanos, foi um dos alvos da campanha do republicano.

Ainda como exemplo do estilo da Administração Trump foi a assinatura de um decreto a levantar a interdição do general na reserva James Mattis para desempenhar funções de Secretário da Defesa. Por lei, o general não poderia assumir estas funções por ter deixado o serviço ativo há menos de sete anos.

Momento particularmente relevante do dia foi a deslocação de Trump à sede da CIA, em Langley. O novo presidente - que esteve em rota de colisão com a agência durante a campanha a propósito de um relatório em que a CIA concluía ter a Rússia ajudado o republicano a ganhar as eleições - elogiou a atuação dos agentes e garantiu-lhes todo o apoio.

Para amanhã, primeiro dia de trabalho na Casa Branca, esperam-se mais e importantes medidas para os EUA que Trump quer criar.

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