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→ Febre amarela: Brasilienses correm para se vacinar │ ACONTECE HOJE

Por mês são aplicadas entre 14 e 20 mil doses. Caso necessário, os postos serão reabastecidos com quantitativo extra, diz a secretaria de Saúde. Em alguns postos, a procura foi tanta que faltaram doses, mas o governo garante que situação já está sendo normalizada.


Por mês são aplicadas entre 14 e 20 mil doses. Caso necessário, os postos serão reabastecidos com quantitativo extra, diz a secretaria de Saúde. Em alguns postos, a procura foi tanta que faltaram doses, mas o governo garante que situação será normalizada nesta quinta-feira (19/1)
Vacinação contra a febre amarela é obrigatória, segundo o Código Internacional Sanitário, para países onde a doença é endêmica
Vacinação contra a febre amarela é obrigatória, segundo o Código Internacional Sanitário, para países onde a doença é endêmica
Casos suspeitos de febre amarela em três estados levaram a Secretaria de Saúde do Distrito Federal a intensificar a imunização contra a doença na capital do país. A procura é tamanha que em alguns postos de saúde as doses acabaram. Para se ter dimensão da demanda, no Centro de Saúde Nº 3 do Guará, as aplicações subiram 66% — saltaram de 30 doses diárias para 50. Mensalmente, o Ministério da Saúde repassa para o DF 25 mil frascos de vacina contra a doença, sendo que a demanda varia entre 14 mil e 20 mil por mês.


A procura não é apenas por doses. Há quem busque informações sobre a doença e o cronograma de vacinação. Agora, somente duas doses bastam para a imunização completa (leia Para saber mais). “As pessoas chegam com dúvidas. Muitas não sabem se estão vacinadas ou não. É grande o número de pacientes que perdem o cartão e se esquecem que isso é um documento”, alerta Luciano Oliveira, da sala de vacinação do Centro de Saúde Nº 4 da Estrutural. A Secretaria de Saúde diz que não haverá campanha específica, já que a vacinação contra a febre amarela ocorre o ano inteiro.
A caderneta de vacina da estudante Clara Veloso, 15 anos, estava atrasada. Ontem, a menina atualizou as doses, inclusive contra a febre amarela, no Centro de Saúde Nº 3 do Núcleo Bandeirante. A mãe dela, a médica Andreia Veloso, 55, está temerosa com os casos recentes. “A doença está mostrando uma taxa de mortalidade alta. Como aqui já teve surto há 10 anos, fiquei preocupada”, ressalta. Ela está vacinada. “Quanto mais pessoas estiverem protegidas, melhor é para a cidade”, completa a moradora do Park Way.

Mais de 10 pessoas, somente na tarde de ontem, passaram pelo Centro de Saúde Nº 3 do Guará em busca de vacina contra a doença. Lá, a imunização teve de ser interrompida. As doses acabaram logo após o almoço. A unidade solicitou mais 200. O volume é suficiente até o início da próxima semana. “O aumento mais expressivo ocorreu nos últimos 15 dias. Acredito que o surto em Minas Gerais acendeu o sinal de alerta no brasiliense”, argumenta o diretor da unidade, Fábio Teixeira. Situação semelhante ocorreu no Centros de Saúde Nº 9 do Cruzeiro e na Sala de Imunização do Hospital das Forças Armadas (HFA).

“Nossa situação é bastante confortável. A vacina é a forma mais eficaz de prevenção, e o DF faz imunização regular desde 1980, o que diminui os riscos de um surto”, tranquiliza a gerente de Vigilância Epidemiológica e Imunização, Olga Rodrigues.
A Secretaria de Saúde informou, em nota, que cabe a cada unidade de saúde solicitar as doses, mas admite falhas na distribuição. O problema estaria ligado à alta procura. “Particularmente nesta semana, algumas unidades ficaram sem as doses por curto prazo de tempo, em razão do aumento de demanda”, destaca trecho do texto. Os estoques serão normalizados ainda hoje, segundo a pasta.

Apesar da preocupação, Flávia Bravo, presidente da regional do Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que não há razão para alvoroço. “Existe uma ansiedade grande das pessoas que vivem nas áreas onde não há risco. O desespero atrás da vacina não adianta. A prioridade agora é vacinar justamente quem está em risco e quem for viajar para áreas endêmicas”, destaca a especialista (veja Cinco perguntas para).
Até outubro do ano passado, a adesão da vacina atingiu 81,9% da população, segundo dados preliminares. Mais de 190 mil pessoas receberam doses da vacina. Em 2015, houve, pela primeira vez, aumento do mal no DF desde o surto de 2007. Ocorreram 38 notificações. Em 2016, foram registradas 24. Apesar de não haver um grande volume de doentes, o vírus está em circulação do DF. Em 2016, a Secretaria de Saúde recolheu pelo menos oito macacos mortos com a doença. Os óbitos aconteceram no Jardim Botânico, no Lago Sul e na Candangolândia.

Preocupada com os casos da doença, a dona de casa Raimunda Silva Nascimento, 44, levou o filho, o estudante Washington, 15, para a sala de vacinação do Centro de Saúde Nº 4 da Estrutural. Ela não sabia da mudança no calendário de vacinação e fez confusão com as informações. O rapaz estava imunizado. Ele tomou a primeira dose em 2002 e a segunda, em 2013. “Quem está com dúvida deve procurar o posto mais próximo de casa. A febre amarela é uma doença grave e requer cuidado”, ressalta.

A enfermeira Adriana Dias Cecílio, que recebeu Raimunda e Washington, concorda. “O essencial é que a caderneta de vacinação esteja em dia. Quem perdeu o cartão ou não sabe se está imunizado deve procurar um centro de saúde”, emenda. Ela critica o desleixo com os registros de imunização. “Muita gente perde esse histórico. Temos que ter a consciência de que o cartão é um documento médico importante”, observa.

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