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Alerta - Suspeita de febre amarela no Entorno do DF

Dos três casos suspeitos em Goiás, 2 estão sendo averiguados no entorno, um em Luziânia e outro no Novo Gama, de acordo com superintendência. Órgão ainda aguarda resultado de exames para confirmar ou não a doença. Um homem de 58 anos que morava em Luziânia morreu com sintomas.



A Superintendência de Vigilância em Saúde de Goiás investiga três casos suspeitos de febre amarela no estado, dois deles no Entorno do DF. O órgão ainda aguarda o resultado de exames para confirmar ou descartar a doença. Em alguns municípios onde a cobertura contra o vírus está abaixo do esperado, a vacinação será intensificada. Segundo o órgão, 94% da população já foi vacinada, mas é preciso que, quem ainda não se imunizou, procure os postos de saúde.

O primeiro caso investigado é o de um andarilho que passou por Minas Gerais, estado que vive um surto de febre amarela, com 50 mortes confirmadas pelo vírus, e apresentou sintomas da febre amarela quando passava por Piranhas, no norte de Goiás. O primeiro exame dele deu negativo, mas a superintendência ainda espera o resultado da contraprova.
O segundo caso é de um morador de Luziânia de 58 anos que morreu em um hospital do Distrito Federal. Ele chegou a ser internado com febre alta, teve uma parada cardíaca e não resistiu. Os médicos ainda aguardam resultados de exames para confirmar a doença.
A última suspeita é de uma gestante de 34 anos de Novo Gama. Ela está internada em um hospital da cidade, mas passa bem.
“Em todos esses casos, embora tenham sintomas de febre amarela, são investigadas outras doenças também, como dengue, leptospirose ou até mesmo infecção urinária”, disse a gerente em Vigilância Epidemiológica, Magna Maria de Carvalho.
A gerente explicou que Goiás é um estado endêmico da doença, onde sempre aparecem notificações. Porém, o estado vacina constantemente a população. “Recebemos mensalmente 80 mil doses por mês e em janeiro recebemos um acréscimo de mais 30 mil. Vamos reforçar em estados limítrofes a Minas Gerais e que estejam com imunização baixa. Temos locais com apenas 60% da população vacinada”, disse.
Apesar disso, o órgão faz um alerta para que as pessoas que já foram imunizadas não procurem os postos de saúde. “Temos vacinas suficientes para atender a população que não tomou as duas doses da vacina ainda. Aqueles que já se vacinaram duas vezes na vida ou vacinaram a menos de 10 anos, respeitem o intervalo, porque pode causar um desabastecimento nos postos de saúde. Temos registros de pessoas que vacinaram cinco vezes em um prazo de poucos dias e isso pode causar um prejuízo”, esclareceu.
Falta de vacina
Apesar da informação de que há vacinas suficientes para atender a todos, moradores de Luziânia relatam dificuldade para se imunizar.
Em cinco unidades de saúde da cidade, os atendentes informaram que as doses acabaram. A saladeira Regiane Nunes, vai viajar para Minas Gerais, estado com surto da doença, e que vacinar a filha de 4 anos, mas não consegue. “A gente vai, eles falam só que não tem, em todos não tem. Vou procurar outro [posto de saúde]”, disse.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Luziânia, a procura pelas vacinas contra febre amarela aumento cerca de 30% em 15 dias.
O Ministério da Saúde informou que mais de 100 mil doses da vacina já foram enviadas para o estado. A Secretaria de Saúde disse que a cobertura vacinal é de 93% e que foram intensificada essas vacinações desde 2004 para evitar casos da doença.
Já o Núcleo de Vigilância Epidemiológica disse que as doses serão reforçadas nos postos a partir do dia 1º de fevereiro.

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